Dois homens acusados de assassinar o perito da Polícia Técnico-Científica (Politec), Sebastião Tenani, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Porto Velho a penas de 33 e 29 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (3) e se estendeu por mais de 15 horas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Rondônia (MPRO), o crime aconteceu em 2022, quando a vítima chegava à propriedade rural que mantinha na zona rural da capital. As investigações apontaram que o homicídio foi encomendado pelo gerente da fazenda onde o perito havia descoberto um esquema de furto de gado.
Segundo o MPRO, ao perceber que poderia ser responsabilizado criminalmente, o gerente contratou os dois executores para matar o servidor público.
Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público e condenaram os réus por homicídio qualificado, em razão da promessa de recompensa e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles também foram condenados pelos crimes de ocultação de cadáver, furto do veículo da vítima e porte ilegal de arma de fogo.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Marcus Alexandre, que representou o Ministério Público durante a sessão do Tribunal do Júri. Conforme o órgão, familiares de Sebastião Tenani e diversos peritos da Politec acompanharam o julgamento.
Fonte: Redação