Da aldeia à xícara: cafés indígenas mostram força da produção de Rondônia na Agrotec

Por rondonia conectada

29/08/2026

11:20 am

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A produção de café que nasce dentro de comunidades indígenas de Rondônia ganhou um novo espaço para chegar ao consumidor. Durante a Agrotec 2026, produtores da Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste, e da Aldeia Paiter Suruí, em Cacoal, levaram à capital marcas que unem tradição familiar, identidade cultural e busca por qualidade.

No Pavilhão do Café – Sabores e Aromas do Campo, Tawã Arauá apresenta o Café Arauá, produzido por sua família na Terra Indígena Rio Branco. O trabalho começa na propriedade e envolve diferentes etapas até a chegada do produto às embalagens.

A participação na feira representa uma oportunidade de ampliar a divulgação da marca, que anteriormente era comercializada principalmente por meio de pontos de entrega em Alta Floresta d’Oeste.

“É uma oportunidade muito boa para mostrar o que fazemos, conhecer a opinião dos consumidores e também aprender. A gente participa de todo o processo, desde a produção até a embalagem, e essas experiências ajudam a melhorar o produto e agregar valor ao nosso café”, explicou Tawã.

De Cacoal, o Café Mopimop também desembarcou na Agrotec. Produzido por Daniel Suruí e sua família, o café tem uma história que começou em 1992, quando o avô de Daniel iniciou o cultivo. A atividade passou para o pai e hoje segue com a nova geração.

O investimento na qualidade levou a família a participar de concursos de café, conquistando resultados que ajudaram a fortalecer a produção e estimular a comercialização da marca.

“Começamos com meu avô, depois veio meu pai e hoje estamos dando continuidade. Os concursos nos motivaram a buscar cada vez mais qualidade. Poder trazer nosso café para um evento desse tamanho, apresentar para as pessoas e mostrar o nosso trabalho é uma grande satisfação”, afirmou Daniel.

As duas marcas ajudam a revelar a diversidade da cafeicultura rondoniense e fazem parte de um espaço que tem como foco a valorização dos Robustas Amazônicos, variedade que vem ganhando reconhecimento pela qualidade e pelas características próprias dos cafés produzidos na região.

Além da exposição de marcas, o Pavilhão do Café oferece degustações e permite ao público conhecer diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo e a colheita até o beneficiamento, a torra e o preparo da bebida.

No Lounge do Café, a programação inclui demonstrações e capacitações sobre qualidade dos grãos, processos de colheita e pós-colheita, torra, métodos de preparo, análise sensorial, agregação de valor e possibilidades de comercialização.

Para o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, a participação dos produtores indígenas acrescenta novas histórias e perspectivas ao espaço.

“São cafés que trazem qualidade, história e identidade. A feira cria essa oportunidade de aproximar quem produz de quem consome, permitindo também a troca de experiências e a construção de novos caminhos para esses produtos”, destacou.

O prefeito Léo Moraes também destacou a diversidade presente na produção apresentada durante a feira.

“Quando o consumidor conhece esses cafés, ele não está conhecendo apenas um produto. Está conhecendo o trabalho de uma família, uma comunidade e uma parte da nossa Amazônia. A Agrotec ajuda a abrir essa vitrine e a mostrar que Rondônia tem produtos capazes de chegar a novos mercados”, afirmou.

A Agrotec 2026 acontece no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, reunindo produtores, empreendedores e iniciativas ligadas ao desenvolvimento do setor agropecuário de Rondônia.

Fonte: Redação

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