Mega da virada: Bolão PT acerta de novo

Por rondonia conectada

02/01/2026

11:43 pm

Compartilhe

Azar para uns, sorte recorrente para outros (Foto: internet)

Será que a Mega da Virada escolheu seus favoritos, ou é só mais uma daquelas “coincidências curiosas” que fazem o público coçar a cabeça e checar o histórico? Enquanto milhões sonham com o prêmio histórico de R$ 1,09 bilhão, um grupo de servidores ligados à liderança do PT na Câmara dos Deputados volta ao centro do palco, não pela primeira vez, aliás. É o tipo de repetição que transforma loteria em tradição familiar, com bolões que parecem ter o dom de acertar a quadra como quem acerta o café da manhã.

Vamos aos detalhes dessa saga recorrente. O bolão, organizado por um assessor legislativo vinculado ao partido, reuniu 301 apostadores de várias partes do país, com cotas de R$ 33 e investimento total de R$ 17 mil. O prêmio? Uns R$ 25 mil, que, segundo os envolvidos, serão “reinvestidos” após deliberação coletiva, uma decisão prática, quase modesta, para quem já provou o gosto da vitória maior. Cinco anos atrás, em 2019, o mesmo grupo faturou alto na Mega-Sena, dividindo R$ 120 milhões entre 49 cotas e embolsando cerca de R$ 2,4 milhões por cabeça. Azar para uns, sorte recorrente para outros: será mera estatística ou um padrão que desafia as probabilidades?

Enquanto isso, o circo armado pela Caixa Econômica Federal adiciona tempero à história. O sorteio da Mega da Virada, que deveria rolar na quarta-feira, foi adiado para quinta de manhã, uma hora de suspense que deixou o público roendo unhas. Não parou por aí: outras cinco loterias (Lotofácil, Mais Milionária, Quina, Lotomania e Super Sete) também patinaram no atraso, tudo culpa de “problemas operacionais”. Justificativa genérica, sem mergulho técnico, como se o banco estatal preferisse mistério a transparência. Num dia de recordes, 120 mil transações por segundo no digital e 4,7 mil apostas por segundo nas lotéricas, o sistema mostrou fragilidade que parece “fatalidade conveniente”. Falhas acidentais ou problemas técnicos seletivos que dão tempo extra para quem precisa?

Aqui entra o contexto político que ninguém ignora. Num banco 100% estatal, sob o guarda-chuva do governo federal, a confiança pública não é só questão de números sorteados, mas de credibilidade em tempos de escrutínio. Quando vencedores com laços partidários e histórico de acertos surgem em meio a atrasos sem explicações detalhadas, a percepção de imparcialidade vira fumaça. O público, que injeta bilhões em apostas, merece mais que um “foi problema operacional”: quem audita o volume recorde? Por que o sistema fraqueja justamente no pico, beneficiando quem já tem o pé na porta?

Não se trata de apontar culpados, mas de acumular perguntas que não calam: as falhas foram realmente acidentais, ou o atraso ajudou grupos com experiência prévia em bolões premiados? O histórico de servidores do PT acertando repetidamente é só coincidência, ou reflete um acesso privilegiado que o resto do Brasil inveja? E a Caixa, guardiã do dinheiro público, vai além de desculpas vagas para reconquistar a fé de quem aposta não só fichas, mas ilusões?

Num jogo onde a sorte deveria ser aleatória, essas “coincidências acumuladas” convidam a um olhar mais atento, antes do próximo bolão.

Fonte: Redação

Veja mais notícias