A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa-RO) iniciou um levantamento para localizar pacientes que interromperam ou pausaram o tratamento contra a hepatite B entre os anos de 2023 e 2026. A iniciativa faz parte das ações do Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização e combate às hepatites virais.
O objetivo é identificar os motivos que levaram ao abandono do tratamento e, com base nessas informações, fortalecer a assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as estratégias de busca ativa, acompanhamento e adesão dos pacientes ao tratamento.
A hepatite B é uma infecção viral que pode se tornar crônica e, quando não tratada adequadamente, evoluir para complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. Embora o SUS disponibilize gratuitamente medicamentos antivirais e exames periódicos para o controle da doença, a interrupção da medicação reduz a eficácia do tratamento e aumenta os riscos à saúde.
Um dos principais focos da ação está na região de saúde Madeira-Mamoré, que concentra aproximadamente 666 mil habitantes e abrange os municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. De acordo com a Agevisa, fatores como a intensa mobilidade populacional e as características dos municípios localizados na faixa de fronteira com a Bolívia dificultam o acompanhamento contínuo dos pacientes e a retirada regular dos medicamentos.
Além do levantamento, a programação do Julho Amarelo em Rondônia contempla vacinação, distribuição de insumos, capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS), atividades voltadas às pessoas privadas de liberdade e um webinário sobre a importância da Atenção Primária no cumprimento da meta de eliminação das hepatites virais até 2030.
A orientação é para que pessoas com diagnóstico de hepatite B, maiores de 18 anos, que tenham interrompido o tratamento ou deixado de comparecer às consultas nos últimos anos, procurem o Serviço de Atenção Especializada (SAE), o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) ou a unidade de saúde onde iniciaram o acompanhamento.
A retomada do tratamento é fundamental para controlar a doença, reduzir o risco de complicações e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes. A Agevisa reforça que o diagnóstico precoce, o acompanhamento médico regular e a adesão ao tratamento são medidas essenciais para o enfrentamento das hepatites virais em Rondônia.
Fonte: Redação